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sábado, 19 de junho de 2010

Ocupação da Câmara arranca conquista na luta pelo meio-passe







A luta pelo meio-passe para todos os estudantes no transporte coletivo de Belo Horizonte se aproxima mais de ser vitoriosa. No último dia 16 os estudantes tomaram a decisão de não aceitar mais a intransigência da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em relação ao meio-passe. Organizados pela AMES-BH os estudantes demonstraram grande combatividade em duas manifestações que mexeram com a cidade. Na Câmara Municipal, mais de 500 estudantes ocuparam o plenário para exigir a imediata apresentação, pela PBH do projeto de Lei do meio passe. Ao mesmo tempo, a praça sete foi tomada pela luta do meio-passe dando um recado à prefeitura de que não aceitaremos mais o vergonhoso título de BH ser a única capital no país em que os estudantes não têm direito ao meio passe.
Após a manifestação do dia 25 de março deste ano, a prefeitura se comprometeu a apresentar até o fim de abril o projeto de lei do meio-passe. Promessa que não foi cumprida, pois a PBH para proteger o lucro milionário dos empresários do transporte coletivo. O Prefeito, Márcio Lacerda, preferiu interromper as negociações com AMES-BH e tentar enrolar os estudantes, para que o projeto não fosse votado em 2010.
A ocupação da câmara cumpriu um papel imprescindível na luta pelo meio passe, pois mesmo com toda a truculência dos seguranças da Câmara que agrediram fisicamente estudantes além de impedir de beber água e ir ao banheiro durante a mobilização. Na ocupação, afirmamos que só sairíamos com o projeto de lei do meio passe. Essa ação significou uma importante vitória, pois obrigamos o Prefeito de BH a parar o que estava fazendo para reunir-se com os seus secretários para discutir o meio-passe e cumprir o acordo, feito em Maio, com a AMES-BH.
A combatividade dos estudantes fez também a Prefeitura se comprometer, por escrito, a no dia 21 (segunda-feira), apresentar o projeto de lei do meio passe. Também ficou acordada uma reunião no dia 23 (quarta-feira) da AMES-BH com os vereadores para marcar a data da votação do projeto e discutir as propostas da entidade sobre o meio passe.
Depois de 25 anos, a luta pelo meio-passe se aproxima do fim. Nossas mobilizações estão arrancando conquistas históricas, e demonstrando que só quando vamos à luta podemos ter conquistas. Agora é a hora de fortalecermos ainda mais nossas mobilizações e organizarmos uma grande jornada de lutas pela aprovação do meio passe para todos os estudantes em BH e reafirmar a nossa posição de que radicalizaremos e arrancaremos o meio-passe na lei ou na marra.

Gladson Reis
Presidente da AMES-BH

domingo, 13 de junho de 2010

Estudantes do CEFET-MG elegem um Grêmio de luta!




Em junho deste ano, o movimento estudantil secundarista mineiro foi marcado pelas eleições do Grêmio Estudantil do CEFET-MG. No decorrer das campanhas eleitorais houve pequenos conflitos e muita disputa entre as três chapas concorrentes, a “Chapa Ação”, “Atitude” e “Algo a Dizer”, cuja vencedora teve 80% dos votos, a chapa “Algo a Dizer”.
As eleições para o Grêmio do CEFET-MG ocorreram no dia 1° de junho, terça-feira, acumulando 1016 votos no total (quase 400 votos a mais que a última eleição), dentre os quais 813 foram para a chapa vencedora “Algo a Dizer”, 163 para a “Chapa Ação” e 25 para a chapa “Atitude”. Observando-se o histórico das três chapas é possível entender essa diferença esmagadora de votos.
A Chapa Atitude, detentora dos dois mandatos anteriores, agia como grêmio apenas nos períodos eleitorais, ausentando-se de lutas pelos direitos dos estudantes e deixando de realizar atividades na escola para os alunos. Caminhando no mesmo sentido encontrava-se A Chapa Ação, que realizou uma campanha eleitoral despolitizada, apelando para a compra de votos em troca de suco, além de ter sido apoiada por grupos que se escondem por trás de entidades estudantis para venderem a luta dos estudantes pelo meio passe. Já a chapa “Algo a Dizer” trilhou um caminho diferente.
Apoiada pela Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH) e pela União da Juventude Rebelião (UJR), a Chapa “Algo a Dizer” foi formada por mais de 100 estudantes dos dois Campi, distribuídos por todos os cursos e turnos, que compreenderam a necessidade de ter um grêmio forte e representativo no CEFET-MG.
Lutar pelo meio passe junto a AMES-BH e pela permanência do preço do bandejão a R$1,00 foram importantes propostas da chapa “Algo a Dizer” que já estão sendo postas em prática. Outras propostas da Chapa, fundamentais para a eleição, incluem eventos culturais e esportivos cuja finalidade é integrar os alunos em momentos de lazer e entretenimento.
“Algo a Dizer” surgiu como um pequeno movimento formado pelos estudantes, porém mobilizou muitos alunos e transformou-se em uma chapa de proporções históricas. A vitória da chapa “Algo a Dizer” comprovou que os estudantes do CEFET-MG querem um grêmio atuante e representativo, além de demonstrar a força de mudança que os estudantes possuem quando estão unidos.


Sabrina Santana, Secretária Geral do Grêmio do CEFET-MG e
Guilherme Silva, militante da UJR

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Estudantes Fundam ARES ABC



No dia 22 de maio, foi realizado o I Congresso dos Estudantes do ABC , no Sindicato dos Metalúrgicos ABC em São Bernardo do Campo, que tinha como objetivo alem de discutir a relidade da educação, fundar a entidade estudantil ARES ABC (Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC).

O congresso foi iniciado com uma mesa de abertura onde estavam presentes Gladson Reis, Diretor de Relações Internacionais da UBES, Sandino Patriota, representando Coordenação Nacional da UJR, Carolina Vilgi, representando o PCR, Roberto Luciano, do MLB, Neuza, presidente do SINTEPS e o Presidente do Grêmio Henfil da ete Julio de Mesquita, representando a UPES, Vinicios de Carvalho( Pato).

O encontro se dividiu em 2 partes: De manha o debate foi Conjuntura estadual e a educação no estado de São Paulo, onde se discutiu a realidade vivida pelos estudantes da região, como os inúmeros ataques à educação realizado pelo Governo do José Serra (PSDB) e a péssima estrutura nas escolas, não havendo por exemplo papel higiênico nos banheiros, e no lugar de bebedouro se tem tanque de lavar roupa para se beber água. Um tema também muito discutido foi o Caderno do aluno que o governo investe milhões de reais e não se discutiu ou consultou a comunidade escolar e o resultado é que esse “Caderno “é totalmente ultrapassado e com erros gravíssimos como por exemplo, no caderno de geografia existem 2 Paraguais no mapa da America do Sul, fazendo que os professores se desanimem de dar aula e tendando dar aos estudantes atestado de “burrice”.
A tarde o tema foi Movimento Estudantil e a luta pelo passe livre para a região: os grêmios presentes colocaram as dificuldades vividas dentro das escolas e diversos exemplos de autoritarismo por parte das direções de escola (orientadas pela Secretaria de Ensino), que acham que o grêmio tem que ser mais um funcionário da escola e ao invés disso os estudantes,estavam num clima de fazer muita luta.Alem disso a importância de se lutar pelo passe livre na região do ABC foi um dos grandes debates ,pois são grandes as dificuldades de se locomover pois a passagem é bastante cara na região sendo R$ 2,65 trólebus, R$ 2,70 na capital e trem e metro R$ 2,65, o meio passe é controlado pelos empresários e mesmo assim é um absurdo pois se tem que dar por mês R$ 55,00 para obter a cartela do beneficio.

E foi com muitas palavras de ordem do tipo “ areeê eu vou fundar a ARES do ABC” que os Estudantes definiram, por unanimidade a fundação da ARES-ABC e que foi eleita a Chapa Rebele- se, tendo como candidato a Presidente Vinicius de Carvalho (Pato), como objetivo fazer muitas lutas em torno dos interesses dos estudantes como por exemplo a luta pelo passe livre e fim ao caderno do aluno além de garantir atividades culturais e esportivas.
No final do congresso houve apresentação de bandas de rock de estudantes de escolas da região.

Gabriela Valentim 1°diretora de grêmios da UBES e tesoreira da ARES ABC
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sábado, 15 de maio de 2010

600 estudantes vão às ruas em Teresina


No mês de março realizaram-se dois protestos na capital Piauiense, na qual os estudantes organizados pela Ames - Teresina e a UJR - União da Juventude Rebelião estiveram presentes nas ruas, fazendo suas denúncias e reivindicando seus direitos.

O primeiro, no dia 15 de Abril de 2010, em uma audiência pública ocorrida na câmara de vereadores de Teresina, onde os representantes da AMES - Teresina, a UJR e outras lideranças Estudantis, falaram em defesa da Carteira Estudantil e seu controle pelas entidades estudantis, já que hoje está nas mãos da prefeitura e a instalação da CPI na CMEIE (Comissão Expedidora de Identificação Estudantil) para investigar para onde foi dinheiro das carteirinhas, redução do valor das Carteiras para R$ 10,00. Já que, conquistamos a redução em 2009/2010 que foi de R$16,00 para R$14,40.

O segundo protesto foi no dia 25 de Março. Os estudantes percorreram as ruas do centro de Teresina até chegarem ao Palácio do Karnak (sede do Governo do Piauí). Estiveram presente cerca de 600 estudantes das escolas: João Clímaco, Liceu Piauiense, Barão de Gurgueia; José Amável, Joca Vieira, IFPI etc. Dessa vez além da carteira estudantil, a luta foi em defesa da educação, pois se encontra bastante distante de uma boa qualidade, tanto é que faltam: ventiladores ou ar-condicionados nas salas de aula, merenda, reforma nas quadras de esporte e material para prática esportiva, livros para-didáticos, e os alunos são obrigados a pagar por cópia de textos e pelas provas realizadas a cada bimestre.

Através de cartazes, jornais e debates realizados nas escolas a AMES realizou uma grande campanha de conscientização a cerca do PNDH3 (Plano Nacional dos Direitos Humanos 3), o uso do dinheiro do pré-sal para investir na educação, bem como as demais bandeiras da jornada nacional de março “ Edson Luis Vive”.

Como resultado da jornada, a câmara de vereadores analisa a instalação da CPI da CMEIE; a SEDUC (Secretária de Educação do Piauí), recebeu uma comissão de estudantes, ouviu as reivindicações e se comprometeu apenas a resolver os problemas dos ventiladores e merenda escolar, e as demais situações a secretária disse que o governo não tem dinheiro para investir nas escolas. Que vergonha!

Apesar da repercussão nas TV´s e Jornais escritos de nosso estado, a cerca da crise na educação, nada disso foi o bastante para o governo do Piauí ligado aos partidos PT/PSB/PCdoB/PMDB/PTB, mudarem de postura em relação ao descaso em que se encontra o ensino oferecido aos filhos dos trabalhadores Piauienses.

Para nós estudantes fica a certeza de que a luta deve continuar, e que voltaremos às ruas e venceremos.

Amanda Augusta
Presidente da AMES-TERESINA e MILITANTE da UJR- União da Juventude Rebelião PI/MA


Estudantes do ABC Paulista criarão sua entidade


No dia 22 de maio será realizado o I Congresso dos estudantes da região do Grande ABC, para debater a realidade da educação no Estado de São Paulo, o direito ao transporte público (fortalecendo a bandeira do Passe-livre) e fundar a Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC - ARES-ABC.

O clima nas Escolas é de grande movimentação e organização no processo de construção do encontro, centenas de estudantes já confirmaram presença e vários Grêmio Estudantis estão sendo construídos.

A ARES-ABC nascerá com a finalidade de assegurar os interesses dos estudantes, pois a realidade é de um completo desrespeito por parte do Governo do Estado de São Paulo, com uma política de sucateamento da Educação, que ficou mais clara depois da greve de mais de 1 mês dos trabalhadores em educação. Exemplo disso é a apostila do aluno, onde o Governo investe Rios de Dinheiro Público para confeccionar um material de péssima qualidade (onde o mapa da América Latina, por exemplo não tem o Equador e tem Países repetidos) e que tolhe a capacidade criadora dos professores e estudantes, pois cobra o preenchimento da questões da apostila.

E mais, é muito grande a repressão que o movimento estudantil sofre para organizar os estudantes, e para piorar não existe nenhium controle dos estudantes sobre o Meio-passe que hoje é limitado apenas para o estudante ir e voltar da escola e distribuído pelos próprios empresários.

A UJR - União da Juventude Rebelião, junto as diretorias eleitas pela Chapa Rebele-se na UBES e UPES além das UMES de Diadema, São Bernardo do Campo e de diversos Grêmios Estudantis realizou no dia 5 de março um ato contra a tentativa que o governo de são Paulo (Jose serra
PSDB) de privatizar as escolas técnicas estaduais as (ETE’s).

Por tantos motivos a criação de uma entidade estudantil no ABC Paulista é necessário no sentido de transformar a realidade da educação e dos Estudantes de uma forma geral e fortalecer a luta por um País Livre e Socialista.

Gabriela Soares Valentim 1a Diretora de Grêmios da UBES

A UESM e lideranças estudantis convocam audiência PÚBLICA NA ETUFOR



No dia 28 de abril a União dos Estudantes Secundarista da Região Metropolitana de Fortaleza - UESM em conjunto aos grêmios e lideranças das escolas públicas Paulo Freire, Presidente Castelo Branco, V-10, Adauto Bezerra, Deputado Manuel Rodrigues, Escola Profissionalizante Joquiam Albano e Caic-Mucuripe, realizaram uma audiência pública com a ETUFOR- Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza S/A,órgão responsável pela fiscalização do processo de carteira de estudante .

A pauta da audiência é sobre o quadro de privação do direito a carteira estudantil. Atualmente, é 30 mil estudantes pagando inteira, vários estudantes sendo constrangidos e reprimidos ao utilizar a sua a meia passagem e a meia-cultural. Como o caso do estudante que teve sua carteira quebrada pelo trocador que não reconheceu sua foto na carteira devido ser do ano de 2007. Outra estudante foi passar no ônibus e sua carteira parou de funcionar devido ser do ano de 2007, teve que pagar inteira e gasta diariamente R$ 8,00 só de passagens de ônibus. “Isso tudo é descontado do meu salário e fica muito difícil pra mim” afirmou Andrea da Silva – estudante do Castelo Branco. Outro problema é com meia-cultural, nos últimos clássicos do Fortaleza e do Ceará no Castelão vários estudantes foram barrados.

Diante dessa situação, 50 lideranças estudantis foram recepcionadas debaixo do calor, no espaço de atendimento ao estudante. Fizemos desse momento um espaço de debate e denúncias, quando presenciamos uma senhora que passou mau diante das condições do local.

Depois de muito esperar fomos atendidos pelo advogado da ETUFOR que nos recepcionou com uma série de desculpas e impossibilidades de sermos atendidos, pois o presidente da ETUFOR – Sr. Adelmar Godim estava reunido com o SINDVANS-Sindicato dos Empresários de Vans. Numa demonstração clara de firmeza nos mantivemos até termos a presença do presidente.

O presidente Ademar Godim foi obrigado a ouvir as declarações dos estudantes e com um ar de deboche foi respondendo e fez declarações irresponsáveis, como a responsabilização das entidades estudantis sobre o atraso das carteiras estudantis das escolas públicas e que o estudante poderia fazer sua carteira quando quiser. Tudo desmentido pelo próprio Ademar Gondim.

Insatisfeitos marcaram para as 14h, uma audiência presente em uma sala, com uma comissão de 12 estudantes fomos atendidos as 15h30. Questionamos o atraso das carteiras das escolas públicas, a possibilidade do estudante fazer sua carteira e o posicionamento da ETUFOR em relação à restrição da meia cultura.

Resultado: sobre os atrasos os estudantes novatos têm que cobrar a Direção da escola, o envio de seus dados para a ETUFOR confeccionar a carteira gratuita que tem um prazo de 35 dias para ser entregue. Os veteranos será revalidação até 2011. A prefeitura de Fortaleza proíbe o estudante que queira pagar sua carteira, além disso, as entidades estudantis responsáveis pela confecção não podem fazer a carteira.

Tudo para manter a promessa de eleição da Prefeitura, que se comprometeu em pagar as carteiras de estudantes de escolas e instituições públicas, cumprir em 2006 e 2007, depois começou a revalidar as careiras numa falsa propaganda de que está pagando as carteiras.

Sobre a meia-cultural, A ETUFOR – órgão fiscalizador – não se responsabilizou sobre essa questão.

Por isso, que a UESM, a União da Juventude Rebelião e os grêmios filiados estarão realizando no dia 13 de maio, caracterizado como dia da assinatura da libertação dos escravos, também será o dia da libertação dos estudantes. O direito de ir e vir e a cultura e o lazer é direito da juventude fortalezense. A carteira estudantil é uma conquista dos estudantes, portanto deva ser os estudantes através de suas entidades representativas que tenha o direito de confeccionar e não as Máfias de carteiras, a prefeitura e os empresários.

Todos nas ruas!
DIA 13 de maio é dia da Libertação do Estudante.
Ninguém nos segura, a carteira é nossa!

Tatiane Albuquerque – Diretora de Escolas Públicas da UBES e Presidente da UESM

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ESTUDANTES OCUPAM SECRETARIA DE EDUCAÇÃO EM ALAGOAS!


A falta de professores, estrutura caótica nas salas de aula (a ponto de ser registrada a queda de uma telha na cabeça de um estudante), obras pendentes e atraso no calendário escolar servem para ilustrar o quadro da educação pública no estado de Alagoas. Para fechar esse “tratamento” dispensado pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Educação, foi apresentado no fim de 2009 a proposta de criação de Organizações Sociais para gerir a educação e a saúde no Estado, numa clara privatização dos serviços públicos.

Assim, após a visita e a mobilização em escolas da rede estadual de Alagoas, organizados pela União Secundarista dos Estudantes de Alagoas, mais de 400 estudantes vindos das escolas Margarez Lacet e Ovídio Edgar no Tabuleiro, e Afrânio Lages, Laura Dantas, Princesa Isabel, Premen e Moreira e Silva vindos do CEPA ocuparam a Fernandes Lima, principal avenida da capital, denunciando o descaso com a educação pública e apresentando uma extensa pauta de reivindicações.


Depois de fechar o trânsito e causar um enorme congestionamento, os estudantes se dirigiram até a Secretaria Estadual de Educação onde promoveram uma ocupação para só sair de lá após audiência com a secretaria. Na secretaria, uma comissão formada por representantes de todas as escolas e da USEA participou de audiência com o Sr. Neilton Nunes, superintendente geral da secretaria que recebeu os estudantes e após contato com o Secretário Rogério Teófilo foi marcada para terça-feira nova audiência para os encaminhamentos das solicitações apresentadas.

“Essa manifestação mostrou a disposição de luta dos estudantes e, mesmo com as dificuldades do calendário escolar, conseguimos fazer uma boa mobilização. Continuaremos mobilizados para garantir nossos direitos, e estaremos cobrando e exigindo da Secretaria os encaminhamentos dos problemas das escolas”, declarou Rafael de Almeida, diretor da USEA.

A mobilização fez parte da jornada nacional de lutas em homenagem a Edson Luís, assassinado pela ditadura militar em 1968 e lembrado nas últimas mobilizações no mês de março. Durante a manifestação as pautas nacionais do fim do pagamento da dívida pública e do monopólio estatal do petróleo para garantir investimentos para a população foram apresentadas ao longo da passeata.

Durante o ato, vários estudantes usaram da palavra e fizeram referência a proposta levantada pela prefeitura de Maceió de no próximo mês aumentar as tarifas no transporte coletivo. “Esse foi o primeiro recado que queremos dar ao prefeito Cícero Almeida. Vamos parar a cidade se os empresários e a prefeitura tentarem aumentar as passagens. O direito dos estudantes já é atacado sem o passe livre e com uma passagem tão cara (R$2,00). Vai ser ocupando as ruas que vamos barrar esse aumento.” declarou Esio Melo, da coordenação estadual da UJR.

Veja ainda links da ocupação da secretaria:

http://www.tudonahora.com.br/noticia/ ... da-secretaria-de-educacao
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=202887